e-revista Brasil Energia 489

158 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 NOVOS MODELOS E TECNOLOGIAS EM ENERGIA to de carros elétricos em sete cidades, considerando uma amostra de 499 unidades consumidoras. O segundo modelo a ser testado pela Enel será a com desconto no horário de pico, chamada de PTR, da sigla em inglês para Peak Time Rebate. Os descontos serão aplicados pela redução de consumo em períodos considerados críticos, a partir de uma notificação da concessionária com pelo menos 24 horas. A vantagem da Enel nesse sistema de comunicação é a base de medidores inteligentes e o uso de aplicativo que permite o acompanhamento da conta, dois recursos já instalados entre os clientes que farão parte do experimento. Tarifação horo-sazonal-locacional No caso da EDP São Paulo, o destaque é para o teste de três modelos de tarifas. No primeiro piloto, o sistema de medição não será trocado e o teste inclui tarifa binômia horária. O piloto continua considerando o volume consumido (R$/kWh), que é padrão na BT no Brasil, e acrescenta um fator de demanda de kW, estimada pelo fator de carga de cada faixa de consumo e pelo consumo medido. Embora não troque de medidores, a EDP vai avaliar como seria a substituição mais adequada, de acordo com os dados do piloto. No segundo piloto, a empresa vai usar uma base de medidores mais avançados e realizar dois experimentos: um com tarifa trinômia e dois intervalos de precificação e outro com tarifa monômia, mas com quatro intervalos de tempo. Na modelagem da tarifa trinômia, o experimento considerará o padrão atual (R$/kWh), a demanda (kW) e acrescentará um componente fixo (R$/mês). Em termos horários, os intervalos serão de pico de demanda e fora de pico de demanda. Na modelagem horária, o valor continua sendo medido por R$/kWh, com quatro intervalos (ponta, como também é chamada o pico), intermediário, madrugada (mais barato) e fora de ponta para energia (o segundo mais barato). O planejamento é fundamental no processo e o cronograma da EDP confirma isso, pois dos 25 meses do experimento, 13 deles serão de preparação e 12 meses dedicados à aplicação das tarifas em campo. O P&D vai envolver 26 das 28 cidades de área de cobertura, o que vai permitir aferir o perfil desde consumidores de regiões abastadas de Guarulhos até a população rural de outros municípios. Outro conceito que vai aparecer nos próximos meses é o HSL, que já foi explicado por Ângela, da PSR, e que tem no projeto da Equatorial o melhor exemplo real. A sigla é para a tarifa Horo-Sazonal-Locacional. Com duração de 34 meses – 12 deles de aplicação real em campo, o projeto vai considerar 4 mil clientes de duas subsidiárias do grupo – Alagoas e Rio Grande do Sul – em cidades litorâneas. “As regiões litorâneas são ideais para avaliar o consumo no verão e como seria uma tarifa com componente sazonal, que pode mudar de acordo com os meses do ano e não somente com o horário ao longo do dia”, resume a consultora.

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