e-revista Brasil Energia 489

Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 161 A tecnologia de corrente contínua de alta tensão (HVDC) não é nova, mas tem sido apontada como um elo de modernização da rede de transmissão. Esse é o ponto de vista da reportagem da revista americana PowerMag, que resume a principal característica da HVDC: transporte de energia em massa por longas distâncias, com o benefício adicional de ser econômico e eficiente. Uma das vitrines mundiais da aplicação na prática da HVDC é a linha Changji-Guquan concluída em 2018, na China, que pode transferir 12 GW a 1.100 kV por 3.324 quilômetros. O projeto liga o noroeste chinês ao leste densamente povoado. Na Alemanha, o SuedOstLink é outro empreendimento que adota a tecnologia, nesse caso para escoar energia eólica do norte do país para consumidores do sul. A característica de funcionar como uma linha expressa e de grande capacidade também pauta os projetos no Brasil, como o bipolo que vai interligar Graça Aranha (MA) até Silvânia (GO), com 1.513 km de linhas de transmissão, passando por mais de 40 cidades de três do Maranhão, Tocantins e Goiás. O empreendimento foi oficializado no segundo leilão de transmissão de 2023 e arrematado pela chinesa State Grid, dona da linha Changji-Guquan. Além desse projeto recente, um segundo bipolo ligando as fontes renováveis do Nordeste ao centro de carga do Sudeste e Sul deve ser leiloado em 2026, com estudos adiantados da EPE. A LT de 800kV de Belo Monte a Estreito, ativada em 2017, foi a primeira HVDC da America Latina ASSISTA ao VÍDEO ilustrativo

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