Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 43 De acordo com o estudo, caso o conjunto de soluções existisse em maio deste ano, quando ocorreu a mais grave das últimas inundações no Rio Grande do Sul, elas teriam sido capazes de reduzir em 13 milhões de m3 o volume de água que desceu das serras, limitando o nível do Guaíba em 3,5 metros ao invés dos trágicos 5,33 metros. O trabalho ressalta os esforços feitos para evitar os riscos de inundações no estado desde a grande enchente de 1941, incluindo a construção das barragens com reservatórios convencionais das UHEs Passo Real e Ernestina, ambas no rio Jacuí, o desassoreamento de um canal entre o Lago Guaíba e a Lagoa dos Patos em 1983 e a construção de diques e de estações de bombeamento ao redor de Porto Alegre. “No entanto, devido à diminuição da percepção de risco de inundação, à manutenção precária e a decisões de gestão hídrica subótimas, essas medidas não foram suficientes para mitigar os riscos crescentes”, destacam os autores. Por exemplo, como, segundo o estudo, o reservatório de Passo Real já estava com 82,5% da sua capacidade preenchida em 25 de abril, quando as chuvas começaram, ele só pode armazenar mais 520 mil m3 de água, uma pequena fração do afluxo total de 3,92 milhões de m3 naquele período. Para aliviar o reservatório, ante o risco de chegada de mais água nos dias seguintes, foi realizada manobra de liberação de 260 mil m3 entre os dias 4 e 6 de maio, o que acabou contribuindo para o aumento do nível do Lago Guaíba e, consequentemente, da inundação. O texto diz que a construção do reservatório superior de Butiá, criando uma UHR no arranjo local de Passo Real, resolveria o problema do Jacuí. O reservatório teria capacidade para 2,55 milhões de m3 de água, além dos 3,4 milhões de m3 do reservatório convencional de Passo Real. A nova estrutura teria uma barragem de 78m de altura por 1.470m de cumprimento e alagaria uma área de 97 km2 hoje ocupadas por terras agrícolas pouco habitadas. “Essa localização foi escolhida porque é o local mais próximo da barragem de Passo Real e por poder O custo de 3 reversíveis e 1 reservatório convencional equivale às perdas contabilizadas na grande cheia de maio
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