74 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 AÇÕES EM TRANSIÇÃO ENERGÉTICA pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pela Agência Internacional de Energia (AIE), com a contribuição da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) e publicado em 2022, a matriz energética deste segmento no Brasil atingiu, em 2020, uma participação de 89% de fontes renováveis, um índice superior à média mundial setorial. Nesse processo, o grande destaque vem sendo o aproveitamento do licor negro, ou lixívia, um resíduo líquido do processo de cozimento da madeira utilizado como combustível em sistemas de cogeração pelas fábricas de papel e celulose. A biomassa proporcionada pelos restos de madeira das florestas dos empreendimentos também é aproveitada na cogeração de energia pelo setor. A queima desses resíduos garante vapor e energia limpa para as fábricas, que destinam a eletricidade excedente para o sistema elétrico. De acordo com o estudo, o consumo energético desse segmento evoluiu de 5% do uso final industrial, observados em 1970, para 16% em 2020 – um aumento médio de 5,4% por ano no período. Nesse período, a matriz energética setorial apresentou grandes modificações, tornando-se mais sustentável com o passar dos anos. O licor negro ganhou importância nos últimos 50 anos, aumentando a sua participação na matriz energética industrial de 15% para 52%, impulsionado pelo melhor aproveitamento energético e pela maior produção de celulose. Atualmente, consiste na fonte de energia mais relevante do setor. Segundo o estudo, o segmento de papel e celulose gerou, em 2020, 14.475 GWh com a queima do licor negro em sistemas de cogeração. No Brasil, 22 usinas de cogeração, com 3,447 GW de capacidade conjunta alcançada em setembro deste ano, Levantamento indica que a indústria de celulose brasileira já operava em 2020 com 89% de fontes renováveis
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