8 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 eólica reforço estrutural na forma de liners em tubulações de ferro fundido de saneamento”, disse. Segundo ele, seria interessante haver apoio a empresas e institutos de pesquisa nacionais envolvidos com pirólise para desenvolver soluções locais. E sempre com o foco de reduzir os custos da operação, que ainda são caros nas experiências internacionais. Outra necessidade seria encontrar empresas para fazer o serviço de trituração das pás nos próprios parques em descomissionamento, para facilitar e reduzir o frete do transporte delas até o local da destinação, possivelmente onde ficariam os reatores de pirólise. Para Varandas, a necessidade de se criar soluções integradas “é para ontem”, dados os volumes de resíduos que começarão a ser gerados pelos descomissionamentos, que tendem a ser ainda maiores no futuro, visto as pás também estarem crescendo de tamanho ano após ano. A se guiar pela atual capacidade instalada da fonte eólica no Brasil (32 GW), há em operação 12 mil aerogeradores, o que totaliza 36 mil pás. “Se considerarmos uma média de 15 toneladas por pá, estamos falando de uma quantidade absurda, de 500 mil toneladas de produto a ser descomissionado e reciclado”, afirma Varandas. “E antigamente as pás tinham, em média, 10 toneladas, mas hoje já chegam a 20 toneladas”. As pás têm como materiais os compósitos de fibras de vidro e carbono, que são os reforços; os materiais de núcleo, ou seja, madeira balsa ou espumas pet; as resinas para fazer a junção dos materiais; e a parte de pintura, com tintas especiais anticorrosivas. Com a tecnologia proposta pelo Parque Mucuripe, da Wobben no Ceará, passou por retrofit para ampliar a vida útil
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