e-revista Brasil Energia 489

86 Brasil Energia, nº 489, 29 de novembro de 2024 AÇÕES EM TRANSIÇÃO ENERGÉTICA porciona, em diferentes culturas, grande produção de palha. Esses resíduos normalmente não têm utilidade para o produtor rural, o que poderá resultar em vantagem econômica para torná-lo matéria-prima comercializável. A frente de estudos da UFRJ já resultou na produção de GLR a partir do glicerol em escala laboratorial. A próxima etapa é estudar a escalabilidade e o capex de uma planta comercial. A meta é chegar, em 2026, a uma fase de pré-piloto e, no ano seguinte, ter um protótipo operando. A produção em escala comercial é prevista para 2029. A Ultragaz é outra distribuidora de GLP que aposta no potencial comercial do GLR por meio de parceria com a Refinaria Riograndense (RPR). A distribuidora adquiriu, em 2023, um lote de 140 toneladas do produto junto à refinaria, que produz o GLR a partir do óleo de soja, processado na unidade de craqueamento catalítico fluidizado (FCC). A Ultragaz iniciou, em 2020, os estudos envolvendo rotas tecnológicas do GLR. A distribuidora firmou, então, a parceria com a RPR. A refinaria conseguiu processar, em novembro do ano passado, 100% de óleo de soja em uma unidade de refino industrial. A tecnologia adotada pela RPR foi desenvolvida no Cenpes - Centro de Pesquisas da Petrobras. A Refinaria Riograndense estima que a capacidade de produção possa atingir 30 mil toneladas por ano. Em outubro deste ano, a Ultragaz anunciou que a CBMM, mineradora de nióbio, adquiriu cerca de 60 toneladas de GLR para testes na produção de óxido de nióbio e da liga ferro-nióbio. Os resultados iniciais dos testes com o novo combustível foram considerados promissores. A iniciativa faz parte do plano de sustentabilidade da CBMM. n Fonte: PNAD/IBGE, ANP e Sindigás

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