38 Brasil Energia, nº 490, 28 de janeiro de 2025 petróleo a área de Exploração e Produção do instituto. De janeiro a novembro de 2024, foram perfurados seis poços exploratórios, segundo a ANP. Este é o menor número já registrado no país. “Para 2025, o aumento das perfurações exploratórias e a realização de novas descobertas é incerta, o que pode representar riscos para a reposição das reservas e para a segurança energética futura do país”, destacou Ferreira. O licenciamento da exploração da Margem Equatorial pela Petrobras é o acontecimento mais esperado para 2025, assim como o avanço dos estudos sísmicos na Bacia de Pelotas. A região do litoral sul do país atraiu o interesse da estatal e da Shell, em parceria, e da Chevron. As três empresas venceram a disputa por blocos em Pelotas no 4º Ciclo de Oferta Permanente, em 2023. Gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso acrescenta ainda oportunidades de avanço no mercado internacional, além das novas fronteiras no Brasil. “A execução dos planos de investimentos de grandes players do mercado, junto ao aprimoramento do ambiente regulatório, possibilitará uma multiplicidade de projetos ao longo da cadeia de valor do óleo e do gás”, disse Fragoso, acrescentando que, neste ano, serão consolidados movimentos iniciados em 2024. As grandes petrolíferas aguardam especialmente pela regulamentação da Lei do Gás, de 2021, e do novo Decreto do Gás para Empregar (12.153/24). “Além disso, é preciso continuar aprimorando as regulações estaduais e adaptando as regras tributárias”, defende o IBP. Entre as produtoras de óleo e gás de pequeno e médio porte, as projeções são de investimento de US$ 575 milhões em áreas terrestres neste ano. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), apenas o segmento de produção deve ficar com US$ 387 milhões desse total. Mais US$ 151 milhões irão para a exploração e US$ 37 milhões, para descomissionamentos. Mas o cenário é conservador, sem grandes expectativas de fusões e aquisições no radar e avanços sobre novas fronteiras. “O desafio é a consolidação do setor de uma forma equilibrada, a partir de uma onda de mudanças de portfólios”, disse o presidente da Abpip, Márcio Felix. n Empresas aguardam a regulamentação da Lei do Gás e do Gás para Empregar
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=