Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 13 O que o senhor espera da COP 30? Duas coisas são terríveis e não podem acontecer na COP 30. Uma é as pessoas saírem de lá romantizando a Amazônia. Não é que não se possa adorar e se emocionar com a Amazônia. Só não podemos sair somente com isso, com uma foto ao lado de um indígena, dizendo ‘eu fui’, como no Rock in Rio. A Amazônia tem mazelas. Tem trabalho escravo. Tem exploração sexual infantojuvenil. Tem pobreza. Isso precisa ser dito também. O outro extremo é tão grave quanto. É se ajoelhar para um discurso importado que diz que nós não conseguimos cuidar da Amazônia, que não podemos mexer na floresta. Precisamos preservá-la, mas desenvolvê-la também. Quanto mais desenvolvermos em padrões éticos, vamos poder preservar mais. De barriga vazia, ninguém toma conta nem de si, muito menos de uma floresta tão imponente quanto a nossa. O meio termo é falar a verdade. Essa vai ser a melhor jogada na COP 30. Como tem sido a relação do governo do estado com os ambientalistas? Tem sido uma relação de muito respeito. Todo mundo sabe minha posição, dos consensos criados nas classes política e empresarial. É óbvio que existem posições divergentes. Estou falando de consenso e não de unanimidade. É claro que vai haver manifestação contrária. A gente tem que respeitar. As ONGs vão levantar questões importantes e isso tem que ser levado em consideração. A questão é mediar esse diálogo para construirmos um consenso. A perspectiva de a licença ser liberada em breve já está mexendo com o seu dia a dia, com a economia local e a organização da população? Está. Vou te dar um exemplo. A gente tinha um aeródromo no Oiapoque bem precário, arriscado até. Hoje, temos um aeródromo perfeito, que já permite voos noturnos, com equipamentos novos, com um hangar. Agora começam a chegar aeronaves. Engenheiros civis que têm oportunidade melhor no Oiapoque foram para lá. Tem efeito positivo na economia. Movimentações comerciais, nas imobiliárias. Tem muita gente fazendo planos. E está também mexendo com os nossos sonhos de ter essa oportunidade de desenvolver o Amapá com muita responsabilidade. n ASSISTA a vídeo-entrevista completa no nosso canal do YouTube. Clique na imagem.
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