e-revista Brasil Energia 491

22 Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 HIDRELÉTRICAS, ÁGUA E SUSTENTABILIDADE presentou uma diferença para mais de 1.223,08 (5,71%) em relação ao número do operador. No ano passado, a redução extrema da vazão do Xingu, que ficou por muito tempo na casa dos 400 m3/s na altura do complexo gerador, obrigou o ONS a solicitar ao Ibama licença para reduzir de 300 para 100 m3/s a vazão mínima do chamado reservatório intermediário, o que conduz a água à casa de força principal de Belo Monte. Como consequência, a usina ficou do final de setembro até o dia 30 de novembro gerando abaixo de 100 MWmed a maior parte dos dias, menos que a sexta parte da capacidade de uma das suas 18 turbinas de 611,11 MW cada. No período, o operador utilizou a geração de Belo Monte apenas para suprir a potência necessária nos finais da tarde, no horário da chamada rampa solar, quando a fonte fotovoltaica para de gerar. A produção de Teles Pires, a menor das quatro usinas, também sofreu os efeitos da seca sobre o rio do mesmo nome, afluente do Tapajós, em 2023 e 2024. Sua geração, que foi de 7.027 GWh em 2020, 8.154 em 2021 e 8.109 em 2022, caiu cerca de 25% em 2023, para 6.007, e em 2024, para 5.874 GWh. Polêmicas e sustentabilidade A construção das usinas estruturantes foi cercada de polêmicas, em torno, principalmente, de prejuízos socioambientais decorrentes dos barramentos e das construções dos reserAssim como em Santo Antônio, foram construídas subestações complementares em Jirau para fornecer energia a Rondônia e ao Acre Foto: Divulgação

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