e-revista Brasil Energia 491

Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 23 vatórios, mesmo sendo estes de pequeno porte. A controvérsia mais aguda se deu a respeito da redução da vazão do rio Xingu no trecho de 130 km conhecido como Volta Grande do Xingu, para alimentar o canal que supre de água a usina principal. Em decorrência das compensações pactuadas nos processos de licenciamento ou não, as concessionárias das quatro usinas desenvolvem uma série de programas com o objetivo de atender as demandas dos povos originários e comunidades ribeirinhas dos seus entorno, buscando dar sustentabilidade aos empreendimentos econômicos representados pelas usinas. A Norte Energia S.A., SPE formada pela Eletrobras (49,98%) e vários blocos de investidores, incluindo fundos de pensão, Neoenergia, Cemig, Vale e outros, informou que além do pagamento até agora de R$ 1,2 bilhão em Compensação Financeira pelo Uso e Recursos Hídricos (CFURH), os royalties das hidrelétricas, investiu mais de R$ 8 bilhões em ações socioambientais, sendo R$ 1,3 bilhão destinados às comunidades indígenas. De acordo com a empresa, em decorrência das suas ações, o percentual de moradores abaixo da linha da pobreza de Altamira (PA), principal município da região onde Belo Monte está localizada, caiu de 25% no Censo de 2010 para 3% em 2023. Nas ações diretamente relacionadas à Floresta Amazônica, a Norte Energia informou que seus projetos de reflorestamento, com mão de obra local, restabeleceram 2,4 mil hectares de floresta, tendo plantado 1,5 milhão de mudas nativas. A meta até 2045 é plantar 5,5 milhões de mudas em 7,6 mil hectares. Linhão de Teles Pires: Longas linhas de transmissão de mais de 500 kV foram construídas para conduzir a energia das usinas estruturantes Foto: Divulgação

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