e-revista Brasil Energia 491

24 Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 HIDRELÉTRICAS, ÁGUA E SUSTENTABILIDADE A Eletrobras, controladora da UHE Santo Antônio desde junho de 2022, informou que o Programa Básico Ambiental (PBA) para licenciamento da usina envolveu 28 programas que resultaram em investimentos totais de R$ 2,6 bilhões. A empresa listou uma série de programas que seguirão ativos até 2047, quando termina a concessão, com o objetivo de dar sustentabilidade à geração de energia. Entre eles, pelo menos três voltados para a fauna do rio, começando pelo Sistema de Transposição de Peixes, que consiste em um canal que reproduz as condições naturais do rio, incluindo as da cachoeira onde a usina foi construída. Outro programa de transposição é voltado especificamente para a Dourada, uma das espécies de peixes mais populares da região, e um terceiro é um Laboratório de Reprodução de Grandes Bagres. Outro programa importante na linha do restauro das condições naturais do rio é o Sistema de Transposição de Troncos, que visa a garantir que os troncos transportados pela corrente do Madeira desde a Cordilheira dos Andes sigam o curso natural. Sobre a UHE Teles Pires, da qual a Eletrobras assumiu 100% do controle em dezembro de 2022 por meio de uma permuta com a Neoenergia, a empresa informou que desde 2015 a usina investiu R$ 189 milhões em ações socioambientais, sendo R$ 60,5 milhões no período de 2020 a 2024. Além disso, a usina pagou desde o início de suas operações R$ 371 milhões de CFURH. Em seu site, a Jirau Energia, concessionária da UHE Jirau - 40% Engie, 40% Eletrobras e 20% Mizha Participações (Mitsui) - informa que desenvolve atualmente 29 programas socioambientais, incluindo o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório Artificial. Segundo a empresa, durante a construção da usina foram implementados outros 34 programas. Sistema de Transposição de Peixes da UHE Santo Antônio, no Rio Madeira Foto: Divulgação

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