e-revista Brasil Energia 491

68 Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 NOVOS MODELOS E TECNOLOGIAS EM ENERGIA e escuta dos áudios e vamos direto ao ponto”, completa. Ela lembra que algumas ocorrências envolvem mais de um profissional, com interações importantes, o que aumenta a complexidade da procura e a identificação de informações. Sara Silva também disse que a CPFL pode ainda refinar o teor das informações, avaliando tipos de ocorrências mais comuns e como elas foram, inclusive, tecnicamente endereçadas pelos atendentes. No caso do contato com outras concessionárias ou com o ONS, a área de pós-operação pode aferir se a terminologia técnica adequada foi adotada e, em caso negativo, orientar os atendentes para seguir os padrões do setor. “Quando eles usam os termos corretos, sabemos que a comunicação está sendo clara”, complementa. Outra frente que pode ser explorada é a identificação de problemas mais comuns e como eles têm sido resolvidos. De acordo com Sara Silva, são ações que podem identificar a efetividade dos controles da concessionária em relação aos seus ativos. “Temos o desejo de explorar mais a ferramenta, avaliando os indicadores de quantas ligações foram direcionadas para iniciativas programadas e o volume de atendimento das não-programadas”. Enquanto a CPFL usa o recurso para melhorar a comunicação com suas equipes e terceiros, a Engie adotou o speech- -to-text para otimizar a interação de seus centros com as usinas do grupo e com o ONS. Felipe Rejes de Simoni, gerente de Performance e Inovação da Engie, destaca que a comunicação efetiva da transmissora com o gestor do Sistema Integrado Nacional (SIN) envolve várias ligações dos técnicos do ONS ao longo do dia. “Quando fazíamos a análise de alguma ocorrência, precisávamos ouvir os áudios das ligações e encontrar especificamente qual foi o momento que um operador disse uma informação importante. Tirávamos poucos dados disso”, detalha. “A transcrição e análise permitiu extrair mais informação e de forma SARA HAKIME SILVA, coordenadora de Operações em Tempo Real da CPFL: análise pós-operação verifica o desempenho das equipes em atividades regulares e em emergências FELIPE REJES DE SIMONI, gerente de Performance e Inovação da Engie: A transcrição e análise permitiu extrair mais informação e de forma rápida TÁSSIO SIMIONI, diretor de PD&I e Power & Gas da Radix: projeto aplica a tecnologia nos ambientes de geração, distribuição e transmissão

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