Brasil Energia, nº 491, 25 de fevereiro de 2025 71 As perdas não técnicas, eufemismo para roubo e fraude de energia, pesam no bolso de todos os consumidores, uma vez que são parcialmente reconhecidas na regulação e, portanto, precisam ser ressarcidas para as distribuidoras. Os dados mais recentes da Aneel indicam que 6,7% de toda a energia injetada no sistema é classificada como perda não técnica na distribuição, somando 38,2 TWh em 2023. O mapeamento da agência mostra que dez concessionárias respondem por 71% dessas perdas, sendo que apenas Light e Amazonas Energia representam 32,8% do total. Embora o relatório citado não aponte dados sobre as perdas não técnicas na alta e média tensão, especialistas ouvidos pela Brasil Energia são enfáticos em dizer que grandes consumidores de energia praticam sim – e muito – o roubo e a fraude. E mais do que isso: as práticas criminosas na média tensão estão se sofisticando. Cláudio Varella do Nascimento, diretor de Distribuição da Celesc, aponta que uma das tendências é deixar de corromper o medidor e partir para outros componentes da rede associados ao equipamento. Como praticamente todos os clientes dessa faixa são telemedidos, as fraudes têm migrado para dispositivos como as chaves de aferição, usados no sistema de medição indireta, com base nos chamados transformadores de correntes (TCs) ou transformadores de potência (TPs). (N.V.) Continue lendo essa reportagem em: brasilenergia/novos-modelos-e-tecnologias- -em-energia/o-combate-as-fraudes-de-big- -consumidores-na-media-tensao O combate às fraudes de big consumidores na média tensão A luta de gato e rato entre concessionárias e consumidores de médio e grande porte com conhecimento de tecnologia e recursos até de IA se sofistica. Alterar o medidor é coisa de baixa tensão. Quem rouba na média tensão evita deixar as digitais EDP detecta fraude no consumo de energia em academia de Guarulhos Foto: Divulgação/EDP
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