Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 23 Petrobras: bunker amenizado com 24% de biocombustíveis A Petrobras também vem testando misturas de biocombustíveis ao bunker que produz. A companhia obteve em janeiro o certificado internacional ISCC EU Red para a comercialização de bunker com conteúdo renovável no Terminal de Rio Grande (Terig), no Rio Grande do Sul, oferecendo o VLS (Very Low Sulfur) B24, resultado da mistura de bunker de origem mineral com 24% de biodiesel. Os biocombustíveis utilizados pela Petrobras são produzidos pela sua subsidiária Petrobras Biocombustíveis (PBIO) principalmente a partir de óleo de soja e sebo bovino, seguindo padrões de sustentabilidade e certificação ISCC EU Red. O biodiesel utilizado no VLS B24, por exemplo, tem uma composição de 30% de sebo bovino e 70% de óleo de soja. Além disso, a empresa avalia outras fontes de matéria-prima para aumentar a escala de produção de biocombustíveis marítimos. A utilização da mistura de biodiesel proporciona benefícios significativos na redução de emissões de GEE, segundo a Petrobras. O VLS B24 reduz as emissões de CO2 em cerca de 20% ao longo do seu ciclo de vida, conforme estudos realizados pela companhia. Vibra e Svitzer testam mistura de 20% A Vibra em parceria com a Svitzer, empresa que atua em serviços de rebocadores, iniciaram em fevereiro um projeto-piloto envolvendo a adição de até 20% de biodiesel ao óleo diesel marítimo em Santos (SP). A Vibra conta com autorização da ANP para a comercialização de diesel marítimo com até 30% de biodiesel. A Svitzer informou que a parceria aumentou a expectativa da empresa de acelerar o cumprimento de metas, como a redução de 50% da intensidade de CO2 Projeto-piloto da Vibra com a Svitzer envolve adição de até 20% de biodiesel ao diesel marítimo Foto: Divulgação/Svitzer
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