e-revista Brasil Energia 493

Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 45 hora. Mas a tensão do sistema começou a oscilar, caiu drasticamente e derrubou o sistema até o Rio Grande do Sul. E só não derrubou tudo porque tinha esquemas de proteção. Ainda hoje temos esse problema. Mas o Operador Nacional está com um pouco mais de cuidado, fazendo o chamado curtailment e recolhendo a geração das eólicas e solares que seria mandada para a Região Sudeste. Ele diminui porque se aumentar muito, as linhas de transmissão vão consumir ainda mais reativo e vai faltar potência reativa naqueles pontos que são críticos. Qual seria a solução mais segura? A geração termelétrica ou hidrelétrica. É máquina síncrona gerando potência ativa e reativa, que garante a robustez do sistema. Por mais que se tente, não se consegue substituir uma máquina síncrona. Quem vai acabar com esse problema de confiabilidade é o LRCap. Como conciliar esse aspecto com a transição energética? O sistema precisa ser planejado e operado baseado em um tripé: minimizar os impactos ambientais, com o que todos concordam. Mas tem também que maximizar a confiabilidade. Ninguém aguenta ficar sem luz vários dias. Veja o que aconteceu em São Paulo e no Amapá. E essas duas coisas precisam ser feitas ao menor preço para o consumidor. As COPs só olham para uma parte do tripé, que é minimizar os impactos ambientais. Eles esquecem que a confiabilidade precisa ser maximizada. E ninguém maximiza confiabilidade com renovável. Hoje não tem substituto para os chamados combustíveis fósseis. Mas se não se consegue otimizar a confiabilidade sem geração térmica que gera potência ativa mais reativa, então tem que se perseguir no futuro uma forma de esverdear essas térmicas. Hoje estamos mais adiantados em duas frentes. Uma é chamada CCUS que é captura, armazenamento e uso de carbono nas térmicas. Um dos campeões mundiais de CCUS é a Petrobras, com trabalhos premiados universalmente. E a outra forma é misturar hidrogênio verde com gás natural. Os fabricantes principais de máquinas, GE, Siemens, Wartsila, Mitsubishi, todos já têm projetos em que operam suas máquinas com 40% de hidrogênio. Esse é o ponto que vamos discutir após o LRCap. Porque a gente está convencido de que o sistema sem gerador com máquinas síncronas é inoperável. Vamos falar do setor de gás. A produção é longe da costa, temos os desafios do transporte, o gás da Bolívia reduzindo, Vaca Muerta com a possibilidade de chegar ao Brasil e a geração termelétrica a gás num volume estável e não tão alto quanto já foi. Como o senhor avalia a penetração do gás na geração nos próximos anos? Dados do IAA sobre crescimento da demanda global em 2024 por fontes: nuclear 8%, carvão 15%, renováveis 38%, óleo 11%, gás natural 28%. Quer dizer, das fontes normais, gás natural é a que mais cresce. E aqui no Brasil a coisa não vai ser diferente porque a nossa expansão está sendo feita muito mais através do GNL, porque a malha dos gasodutos é mais ou menos restrita. Por isso,

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