50 Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 hidrelétricas 446 MWmed no dia 07 de outubro de 2009, a produção da usina foi se reduzindo até um longo período de geração zero ou muito baixa entre 2014 e meados de 2022, com um pico de 88 MWmed em dezembro de 2020 e a produção mais alta recente em 22 de dezembro de 2022, com 135 MWmed. O pico recente da UHE PA 3 foi em 18 de agosto de 2022, com 458 MWmed, ainda bem distante dos 753 MWmed de 20 de outubro de 2011, o recorde deste século até agora. No mesmo dia de 2022, a geração da UHE Apolônio Sales alcançou o pico recente de 126 MWmed, ainda longe dos 350 MWmed de 22 de março de 2007. No 18 de agosto de 2022 o complexo gerou 2.443 MWmed, quase a potência total de PA 4, mesmo com a UHE PA 2 parada. No dia 13 de março deste ano, último dado disponível até a conclusão deste texto, o complexo gerou somente 1.016 MWmed, em tempos de economia de água na calha do São Francisco, com PA 1 e PA 2 paradas e PA 4 gerando apenas 863 MWmed. Ainda que não tenha retornado aos tempos áureos que duraram até o começo da década passada, o Complexo Paulo Afonso deixou para trás nesta década, especialmente a partir de meados de 2022, os tempos de máquinas paradas. Esse retorno mais constante coincidiu com a chegada do período seco de 2022 após o melhor período úmido desde o começo da década anterior. Depois da crise hídrica de 2020/2021, o reservatório de Sobradinho, que regula a cascata do médio e baixo São Francisco, chegou ao final do período chuvoso de 2022 (30/04) com 99,85% de volume útil. Coincidiu também com o início da gestão privada da Eletrobras, concessionária do complexo, cuja desestatização ocorreu em 15 de junho daquele ano, e com a modernização, ainda não concluída, das usinas do complexo, com impacto nas disponibilidades, especialmente de PA 4. Mas é o fenômeno da explosão das energias eólica e solar, nesta ordem, a partir de meados da década de 2010, associado à demanda cada vez maior por usos múltiplos das águas do São Francisco, que explica o motivo pelo qual dificilmente as cinco usinas de Paulo Afonso voltarão aos tempos da primeira década deste século, quando todas podiam no mesmo dia gerar em alta intensidade, sempre acima dos 2.000 MWmed no conjunto. Os técnicos da Eletrobras corroboram o que mostram os números. Segundo eles, Foto: Divulgação/Eletrobras
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