e-revista Brasil Energia 493

78 Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 termelétricas gia. Nos últimos anos, a comercialização da bioeletricidade no ambiente regulado (ACR) tem diminuído, embora sua participação na matriz elétrica nacional se mantenha. Segundo a EPE, a tendência é que o ambiente de contratação livre e a liquidação de energia no mercado spot se tornem majoritários para a venda de energia deste segmento. A projeção é que a energia total contratada destas unidades no mercado regulado (ACR) atinja aproximadamente 1 GWmed ao fim de 2026, além do montante extra certame de 501 MWmed, que pode ser comercializado pelas usinas de biomassa de cana no ACL ou no PLD neste mesmo ano. Como potencial técnico, de acordo com a EPE, a bioeletricidade de cana deve atingir 5,8 GWmed em 2034, montante 1,9 GWmed maior que o projetado para a curva no período. No caso do biogás, outra fonte biotérmica, o maior contribuinte é o setor agropecuário, com resíduos agrícolas e pecuária confinada, além de resíduos sólidos urbanos e esgoto. Embora o potencial seja considerável, sua presença na oferta interna de energia ainda é modesta (0,12%), mesmo com crescimento acelerado, de 22,4% a.a. no último quinquênio, pelos dados da Aneel. Um exemplo de aproveitamento de resíduo para produção de biogás é a Piracanjuba, que conseguiu financiamento de R$ 150 milhões do BNDES, recursos do Fundo Clima, para implantação de quatro Estações de Tratamento de Efluentes Industriais (ETEs) com produção de biogás nas unidades de Araraquara (SP), Três Rios (RJ), Carazinho (RS) e São Jorge D’Oeste (PR). O presidente da Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, conta que o biogás gerado nesses projetos será utilizado nas caldeiras, reduzindo assim as emissões de gases de efeito estufa e os custos com combustíveis. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Termelétricas e Segurança Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de UTE Onça Pintada, da Eldorado Celulose instalada em Três Lagoas (MS), tem 70 MW de capacidade e utiliza biomassa de resíduos florestais de eucalipto Foto: Divulgação/Eldorado

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