e-revista Brasil Energia 493

Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 85 Os três gráficos de Comparativo da Geração que ilustram essa matéria, obtidos no site do ONS, referem-se à geração de energia no período janeiro-dezembro de 2024 e demonstram graficamente o comportamento de duas fontes de geração térmica que, durante o período em que anualmente minguam os reservatórios, garantem despacho instantâneo, potência em segundos e inércia, atributo que controla de certa maneira a variação de tensões do sistema integrado. A ocorrência de chuvas e a consequente afluência sobre os reservatórios das hidrelétricas variam de ano a ano, porém o exemplo de 2024 serve como ilustrativo quanto à importância das térmicas, ao garantir suprimento a qualquer hora e energia com qualidade aos consumidores. O rebatimento dos três gráficos entre si mostra que o bloco de hidrelétricas, que no seu auge atinge 81,8% do suprimento, cai para 44,3% no período seco e precisa ser “rendido” pelas térmicas de atendimento de serviço público. Os gráficos não exibem as UTE de autoprodutores. Além das termelétricas a gás e a biomassa, outras UTEs garantem os atributos acima citados de despachabilidade, potência e inércia: são as térmicas nucleares e a carvão, atributos que as renováveis solares e eólicas não têm. As solares, porque vão “dormir” todas as noites e “cochilam” às Termelétrica GNA I, no Porto do Açu, de 1.338 MW de capacidade a gás natural, gerou de setembro a dezembro de 2024, com pico de 1.334 MWmed Foto: Divulgação/GNA

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=