e-revista Brasil Energia 493

86 Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 segurança energética vezes em dias chuvosos, e as eólicas porque dependem dos humores dos ventos. O ONS já alertou que as perspectivas de afluência deste mês de abril estão abaixo da média de outros anos, com o final antecipado do regime de chuvas. Com menos água nas hidrelétricas, as térmicas devem assumir maior papel como supridoras na base, mas ainda em caráter complementar às hídricas. Cabe ao operador, através do monitoramento diário do sistema, planejar com um olho o recurso mínimo às térmicas, evitando as tarifas mais altas, e com o outro estimar o momento certo da futura recuperação dos reservatórios. É um jogo de xadrez. Além disso, o ONS enxerga um cenário de expansão na demanda futura do Sistema Interligado Nacional (SIN) em todos os subsistemas. Já em abril, a previsão do operador é de um crescimento de carga no SIN de até 1,9% (83.207 MWmed) em relação ao mesmo mês de 2024. Entre os submercados, os que mais devem ser demandados são o Norte, com expansão de demanda de carga de até 6,4% (7.949 MWmed) e Nordeste, de até 2,7% (13.659 MWmed). A projeção é de avanço também no Sul (1,8%) e no Sudeste/Centro-Oeste (1,0%). Para garantir a operação do SIN e manter a confiabilidade do sistema brasileiro, especialmente com a crescente geração de fontes não controláveis, como eólica e solar, o país precisa de fontes controláveis e flexíveis a qualquer tempo, seja no período seco do ano ou mesmo na época de grandes chuvas. Essa complementaridade do sistema hidrelétrico e termelétrico fica bem evidente nos gráficos que abrem esta matéria. No período de 1 ano – janeiro de 2024 a janeiro de 2025 – é possível observar que no período molhado, entre janeiro e maio, a geração hidrelétrica atinge vários picos, enquanto a geração das térmicas, tanto a gás quanto a biomassa, é mais modesta. Mas assim que a chuva escasseia, a geração das usinas hidráulicas cai, tornando fundamental o acionamento das térmicas, especialmente daquelas movimentadas a gás natural. Dados do Siga/Aneel deste mês de abril mostram que a geração elétrica não renoCOMPARATIVO DE GERAÇÃO - JANEIRO A DEZEMBRO DE 2024 Fonte: ONS

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