e-revista Brasil Energia 493

Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 87 vável contribuiu com quase 15% do suprimento, contra 85% das fontes renováveis. As térmicas responderam por 22,4% da geração – incluindo fóssil e biomassa –, enquanto a hídrica respondeu por 52%. Atrás vem eólica, com 15,8%, e a solar com 8,4%. Da geração térmica fóssil, a parte mais expressiva está sendo produzida pelo gás natural, que nos últimos 10 anos conquistou espaço antes ocupado pelas usinas a óleo combustível, diesel e carvão. Hoje, gás natural responde por 8,6% da geração térmica, óleo diesel por 1,8%, carvão mineral por 1,6% e óleo combustível por 1,4%. De acordo com a EPE, em 2021, quando ocorreu a última crise hídrica de grandes proporções, a geração térmica elevou sua participação na matriz elétrica de 24% para 31,1%. Com os reservatórios depletados, houve um aumento generalizado das demais fontes geradoras naquela ocasião, como carvão mineral (+47,2%), gás natural (+46,2%), eólica (+26,7%) e solar fotovoltaica (+55,9%). A EPE calcula que o potencial teórico de expansão das termelétricas a gás natural é de até 27.000 MW, baseada em um volume disponível de 60 milhões de m3/dia de gás até 2030, “sem que haja esforços de aumento da oferta interna de gás natural e mantida a demanda não termelétrica nos níveis de 2014”. O desafio maior fica ainda por conta do transporte do gás, visto que a rede de gaGERAÇÃO HÍDRICA NO PICO E NO VALE EM 2024 Fonte: ONS

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