88 Brasil Energia, nº 493, 28 de abril de 2025 segurança energética sodutos no Brasil é muito limitada, quase toda na costa. Mesmo o GNL não ultrapassa essa barreira geográfica. Exceção é o Gasbol, que corta o Brasil de Oeste a Leste, já que alguns gasodutos de distribuidoras que avançam para o Oeste, como o Sudoeste da Bahiagás, e o Centro-Oeste, da Gasmig, não preveem ancorar termelétricas. No vasto território do interior brasileiro outras opções devem, portanto, ser consideradas para que o SIN conte com térmicas próximas aos centros de carga. O biometano surge como grande potencial, por poder ser produzido em qualquer região, mas ainda é um recurso limitado a volumes que não atendem às gulosas termelétricas. A experiência bem-sucedida com a biomassa da cana pode estimular o agronegócio a gerar energia térmica a partir dos resíduos de outras culturas intensas. Na Amazônia, a mandioca cultivada em todo este extenso território já teve provada sua eficácia como substituto do diesel usado nos mais de 200 sistemas isolados (ver artigo do colunista Rubem Cesar - https:// brasilenergia.com.br/energia/importancia- -do-bioetanol-da-mandioca-para-a-amazonia), como solução não só voltada para o suprimento energético mas também como modelo de desenvolvimento econômico sustentável. Outro colunista da Brasil Energia, José Almeida dos Santos, levantou em seu artigo o potencial da produção terrestre de gás em várias bacias - https://brasilenergia. com.br/petroleoegas/o-potencial-da-producao-de-gas-nas-bacias-terrestres. Em seu artigo, Almeida levanta o potencial produtivo de gás em várias bacias sedimentares do interior, lembra que o Maranhão se tornou potência produtora de gás para uso termelétrico com as descobertas na Bacia do Parnaíba e estima que o Brasil poderia suprir o Mato Grosso e Rondônia com gás abundante na Bacia do Solimões. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Termelétricas e Segurança Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de Fábrica de celulose da Bracell, em Lençóis Paulistas (SP): UTE de 409 MW da empresa, movida a licor negro da biomassa de eucalipto, despachou de janeiro a dezembro, com pico de geração de 154 MWmed Foto: Divulgação/Bracell
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