e-revista Brasil Energia 494

Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 105 de RSU, uma usina pequena demandaria, no máximo, uma tarifa de R$ 750,00/ MWh. Mas com um reajuste na taxa do lixo, e com boas condições de poder calorífico e de porte da usina, os valores poderiam cair a R$ 500,00/MWh, ou até menos, que seriam valores factíveis atualmente para térmicas que geram na base (inflexíveis) com 8.100 a 8.500 horas/ano de operação contínua e ininterrupta, com apenas uma a duas semanas por ano para manutenção preventiva. Já para as usinas a biogás, os preços calculados pela Abren seriam ainda menores, variando de R$ 300 a R$ 440/ MWh e, em específico o da biodigestão anaeróbia de RSU, que demanda o tratamento da fração orgânica em digestores, subiria para R$ 600 a R$ 781/MWh. Schmitke chama a atenção ainda para o fato de o preço de energia de 20% do despacho de potência do ONS de termelétricas superar os R$ 750/MWh, com fósseis chegando a R$ 3.000/MWh. “Com isso, ao se adicionar uma usina WTE, o preço seria negativo e traria redução da tarifa do consumidor, além de ser uma excelente solução de saneamento básico, redução de gases de efeito estufa e de danos à saúde pública”. Projetos Embora pelo lado do governo federal, o setor se ressinta de apoio para levar adiante as metas do Planares, pelo lado de agentes do setor, sejam grupos privados ou alguns governos estaduais e municipais, há movimentações com potencial de pelo menos iniciar o mercado no país. Segundo a Abren, há identificados 300 MW em projetos, em vários estágios de maturação, a maior parte deles em fases incipientes. A exceção, porém, é o primeiro projeto a sair do papel no país, a URE Barueri, de 20 MW, na região metropolitana de São Paulo, contratado no leilão de energia nova A-5, de 2021, e que vai entrar em operação no início de 2027, depois de ter conseguido um ano de prorrogação da entrada em operação pela Aneel. Segundo informações obtidas pela Brasil Energia com a Orizon, proprietária da usina que ainda tem como sócia Usina Termoverde Caieiras, de 29,5 MW, utiliza o biogás do aterro sanitário da Essencis, em São Paulo Foto: Divulgação/Termoverde Solví

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