e-revista Brasil Energia 494

104 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 termelétricas so – de incluir emenda do PNRE, que na leitura da Abren é central para viabilizar os investimentos. A medida estabelece balcão unificado de contratação das UREs, com o município licitando a usina por meio de contrato de concessão de forma vinculada à garantia de venda da energia elétrica para a União, com o montante alocado na forma de energia de reserva de capacidade. Embora a primeira tentativa tenha sido frustrada, a mesma emenda será incluída em um substitutivo do PNRE, que será desenhado na forma de um programa batizado de Metano Zero. Segundo Schmitke, o novo PL vai estabelecer regras e incentivos para tratamento dos resíduos da agropecuária, urbanos e industriais por meio da biodigestão anaeróbia e das UREs, para geração de eletricidade, vapor, biofertilizantes, composto e outros produtos. O programa propõe condições para investimentos de até R$ 500 bilhões em capex e a criação de um certificado de origem para cobrir a diferença de preço. A emenda para criar o balcão único de contratação da fonte, pela proposta, terá o preço da energia calculado pela EPE e quantidade definida no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima dentro do Planares. O modelo permitiria que o governo negociasse quantidades e preços, para garantir previsibilidade e estabilidade econômica para os investimentos. A questão do preço, aliás, para Schmitke não é um problema. Ao se considerar o preço atual pago aos aterros sanitários pela destinação, de cerca de R$ 140/t Imagem do projeto da URE Barueri: usina de 20 MW da Orizon, em obras, vai ser a primeira a gerar a partir da queima direta de resíduos sólidos urbanos e está prevista para operar em 2027 Foto: Divulgação/Orizon

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