116 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 distribuição foco em cobrança amigável, atualização cadastral e divulgação de facilidades de parcelamento. Outro avanço foi a digitalização dos processos de suspensão e religação. Ribeiro explica que os pagamentos via pix são reconhecidos quase instantaneamente, o que permite a religação mais rápida após o corte. Para Ripper, a flexibilização amplia não apenas as formas de pagamento, mas também a capacidade das distribuidoras de recuperar receitas que antes, com o modelo baseado apenas em boletos, era difícil. Ele destaca que ainda há muito a ser explorado. “As empresas do setor ainda não desfrutam nem 10% dos ganhos potenciais com a modernização”, afirma. Ele ressalta dois desafios principais: o primeiro é o ritmo gradual das mudanças, devido ao grande número de equipes de campo. O segundo é a necessidade de reformular os sistemas de incentivos internos. “Equipes de corte, muitas vezes terceirizadas, historicamente foram remuneradas pelo número de desligamentos. Com as novas práticas, é fundamental que as metas valorizem a arrecadação sem corte, promovendo adesão ao novo modelo”, explica. A modernização também reforça a digitalização nas distribuidoras e pavimenta a possível abertura de mercado para a baixa tensão, anunciada para os próximos anos. O cenário de pagamentos até lá deve usar bastante o whatsapp como canal, devido ao grande número de usuários no Brasil. Outro componente dessa mudança é o pix automático, que deve ser usado para contas recorrentes, como é o caso de energia. Em seu resumo das mudanças, Ripper reforça que para a distribuidora é mais vantajoso receber o valor devido do que efetuar o corte, que envolve custo e risco. “Subir em postes é perigoso e demanda tempo. Já a arrecadação, nos novos formatos, pode ser feita em minutos”, conclui. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Novos Modelos e Tecnologias em Energia”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de Digitalização de religação de energia na Equatorial: processos mais ágeis após o corte Foto: Divulgação
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=