Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 33 mento da EPE indica que essa participação deverá diminuir progressivamente nos próximos anos, em razão das iniciativas governamentais de descarbonização, com destaque para o Programa Energias da Amazônia, e dos compromissos assumidos pelas concessionárias regionais. Até 2029, a EPE projeta a interligação de 33 localidades ao SIN, sendo 16 pela Equatorial Pará, 9 pela Roraima Energia, 5 pela Amazonas Energia, 1 pela Energisa Acre e outras 2 pela Vibra Energia, atendendo com duas conexões a Alcoa, no Maranhão. O caso da UTE Santa Cruz A Usina Termelétrica de Santa Cruz é um exemplo de geradora a óleo que passou aos poucos a operar a gás. Isso aconteceu em 1987. Construída nos anos 60, foi projetada para operar com combustíveis líquidos de petróleo. Na primeira etapa da construção, foram instaladas duas unidades geradoras de 82 MW pela Companhia Hidroelétrica do Vale Paraíba - Chevap, empresa hoje extinta. Depois passou para a responsabilidade de Furnas que concluiu a obra e passou a operar a usina. Furnas já foi incorporada à Eletrobras e a UTE Santa Cruz passou ano passado a fazer parte do portfólio da Âmbar. A primeira unidade da UTE Santa Cruz entrou em operação comercial em setembro de 1967, e em 1973 a usina teve sua capacidade aumentada para 600 MW, com a operação de mais duas unidades a vapor de 218 MW cada, uma em fevereiro e a outra em agosto daquele ano. Trinta anos mais tarde, em 2003, foi iniciada a modernização e ampliação da capacidade geradora da usina, com a instalação de duas turbiFonte: EPE
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