e-revista Brasil Energia 494

Balneário Camboriú: Celesc, que atende a cidade com maior densidade populacional do Brasil durante o verão, seccionou a rede para evitar grande impacto caso haja falha no sistema Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 43 A transição energética no Brasil vai exigir muito das áreas de transmissão e distribuição na avaliação de Cyro Boccuzzi, especialista em infraestrutura. Segundo ele, serão necessários R$ 350 bilhões até 2028 e, desse total, 37% seriam investidos somente em soluções para combater os efeitos dos eventos climáticos severos. Em conversa com a Brasil Energia, ele destacou que as mudanças climáticas têm elevado o nível de exigência da regulação, especialmente sobre as distribuidoras. A pressão é para que elas se preparem melhor, tanto do ponto de vista técnico quanto operacional. Um exemplo é o da Celesc, que atende a cidade com maior densidade populacional do Brasil durante o verão: Balneário Camboriú. A concentração de prédios altos na principal avenida do município fez com que a distribuidora seccionasse a rede, evitando que uma falha no sistema possa afetar um grande número de locais e de turistas. Boccuzzi lembra que o estado já vinha se organizando nos últimos anos para enfrentar eventos como os ciclones bombas. Essa organização envolve todas as companhias de serviços públicos, governo e Defesa Civil. Outra iniciativa são os investimentos em gestão, incluindo o despacho otimizado de equipes de campo durante eventos atípicos. Outras duas concessionárias ouvidas por essa reportagem – EDP e Argo Energia - confirmam a pauta climática como prioritária. “O primeiro passo na resiliência das redes é deixá-las mais robustas, com investimentos em novas subestações, linhas e automação, de forma a automatizar a infraestrutura”, resume Marcos Campos, diretor Geral da EDP São Paulo. De acordo com ele, uma rede robusta oferece mais alternativas durante eventos climáticos. Essa estratégia permite a transferência de cargas e a Foto: PMBC/Divulgação

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