44 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 rede mais segura correção rápida das falhas. Campos explica que a ação da EDP – para enfrentar o novo normal climático - foi investir em rede. Para ele, o aporte somente na depreciação natural dos ativos não é suficiente. “Temos que fazer além do mínimo, que é uma vez a quota de reintegração regulatória (QRR). Precisamos investir entre 2,5 e 3 vezes esse mínimo, porque aí há espaço para modernizar a rede”. Campos lembra que a EDP, como grupo, dobrou seus investimentos nos últimos quatro anos em relação aos quatro anos anteriores. Outra métrica ilustrativa é a implantação de uma subestação a cada seis meses nos últimos cinco anos. E mais: a distribuidora dobrou o número de religadores automáticos, tendo atingido, no ano passado, 80% dos seus consumidores com autorrecuperação (self healing). O conceito não é novo, mas, como destaca o diretor, a extensão da cobertura combinada com maior sensoriamento da rede faz diferença e cria um ambiente 2.0 para a tecnologia. “São precisos muitos equipamentos para fazer a transferência de carga e agora, mais de dez anos depois, estamos tendo resultados melhores, inclusive porque temos uma rede de telecomunicações também robusta e autônoma”. Para avançar, Campos avalia que é necessário um reconhecimento mais adequado dos investimentos. A discussão envolve engenharia e regulação, como é o caso da resistência de torres metálicas, hoje expostas a ventos acima de 180 km/h em muitas situações, quando a norma estipula métricas de 140 km/h. O reconhecimento citado pelo executivo da EDP também é pauta na Argo Energia, segundo Beatriz Tavares, superintendente de Operação e Manutenção da transmissora. Com nove concessões no país, a empresa responde por pouco mais de 4,1 mil km de linhas de transmissão e 34 subestações em dez estados. Concessão Argo III (RO), de 320 km: com nove concessões no país e mais de 4,1 mil km de linhas de transmissão, Argo avalia efeitos dos ventos na malha Foto: Divulgação/Argo
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