e-revista Brasil Energia 494

46 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 rede mais segura Para dar conta dos desafios climáticos, a transmissora investe, entre outras frentes, em maior conhecimento sobre esses eventos. Foi o que fez em Pernambuco, onde avalia o efeito dos ventos na malha de 315 km de linhas de transmissão e cinco subestações. Dois episódios recentes de enroscamento de cabos em pontos dessa linha – devido aos ventos fortes – resultaram em penalização para a Argo. Apesar dos laudos comprovando que eram atípicos, a transmissora não conseguiu convencer a Aneel da classificação deles como eventos fortuitos. Para Beatriz, os acontecimentos extrapolaram os limites técnicos reconhecidos no setor. Como é possível que eventos como esse se repitam, ela conta com a ação institucional da Abrate - a associação das transmissoras – para uma reavaliação da regulação específica. Enquanto isso não acontece, ela adianta que a Argo tem feito reforços na infraestrutura. A diversidade de atuação trouxe desafios como as descargas atmosféricas acima da média e a poluição, entre outros problemas. Beatriz destaca que a Argo tem trabalhado em algumas frentes, caso do estudo de P&D com a USP para avaliar os efeitos de corrosão em isoladores de subestações no Ceará e Maranhão. O projeto usa sensores para coletar dados e inteligência artificial para ajudar no processamento das informações. O relatório da iniciativa, previsto para ser finalizado em maio próximo, vai avaliar como a concessionária Laboratório de Alta Tensão da Prysmian em Poços de Caldas (MG): empresa desenvolve cabos recobertos com materiais sustentáveis e ligas mais resistentes Foto: Divulgação/Prysmian

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