Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 51 cos, e a geração de um combustível sintético com alto padrão, que atende às especificações do setor da aviação”. Atualmente, os pesquisadores e cientistas envolvidos estão se dedicando à operação e otimização da planta piloto. O foco está na produção e controle do gás de síntese gerado pela reforma do biogás. “Os esforços estão voltados para estabilizar as condições operacionais da reforma, garantindo um gás de síntese de qualidade e nas proporções ideais para a próxima etapa. Além disso, estamos avaliando o comportamento do sistema frente a variações na composição do biogás e de contaminantes que possam afetar os catalisadores”, explicou Alessandra Freddo. A expectativa é que, após obter a otimização da planta focada na produção de gás de síntese, a integração da síntese de Fischer-Tropsch permita os primeiros testes para a produção do bio- -syncrude. Outra iniciativa que será desenvolvia é a implementação da automação do sistema, visando maior controle, segurança e consistência operacional da planta piloto. UFG busca também o domínio da tecnologia Também contando com o apoio do governo alemão, o byo-sincrude está sendo objeto de pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal de Goiás (UFG). O projeto é coordenado pelo professor Christian Gonçalves Alonso, do Instituto de Química, e o objetivo atual é o de construir um laboratório para o desenvolvimento da tecnologia em escala de bancada. Segundo informações da UFG, a universidade contou com um aporte de 760 mil euros para o fomento dos estudos e pesquisas científicas visando a produção do petróleo sintético cru a partir do hidrogênio verde e do gás de síntese. Os recursos foram destinados também à melhoria da infraestrutura de pesquisa da instituição em Goiânia, com a instalação de equipamentos e recursos científicos, e também para o treinamento de multiplicadores. O escopo das pesquisas abrange ainda, segundo a universidade, a realização de análises e a simulação de processos envolvendo a conversão em hidrogênio verde de excedentes gerados pela agricultura e indústria. “A produção do bio-syncrude não é um processo barato. O grande desafio é reduzir os custos e obter escalabilidade para a produção”, diz Alonso. Ele explica que uma das razões pelas quais foi definido como foco produzir o SAF é justamente o elevado custo do combustível de aviação, que torna o custo do produto gerado a partir do bio-syncrude mais competitivo. n Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Ações em Transição Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de
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