56 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 combustíveis de gás em formações rochosas nas camadas mais profundas do solo, vêm animando os especialistas pelo baixo custo de seu aproveitamento e por ter um nível elevado de sustentabilidade que supera até mesmo o do hidrogênio verde. Para alguns especialistas mais entusiasmados, já ocorre, ainda que com algum discrição, uma “corrida pelo ouro branco” em vários países. No Brasil, estudos apontam a presença de reservas em diferentes pontos do país, nenhuma delas aproveitada comercialmente até o momento. O hidrogênio branco já entrou, ainda que de forma superficial, no planejamento da expansão do sistema elétrico. E vem sendo alvo de poucos estudos de empresas interessadas em sua exploração. A Petrobras vem realizando, desde 2023, a prospecção de reservas de hidrogênio branco como parte de sua busca por diversificação de investimentos em energia limpa. A companhia anunciou, em abril do ano passado, investimentos de R$ 20 milhões em pesquisas envolvendo processos de geração e viabilidade de extração do hidrogênio branco. Os aportes são parte de um programa de investimentos em pesquisa e desenvolvimento previstos de US$ 0,7 bilhão até 2028. A empresa iniciou, no final de 2023, pesquisas na Bahia e pretendia estender as prospecções e estudos para outros estados. Conforme anunciou na época, a Petrobras realiza estudos sobre a cadeia de valor do hidrogênio que abrangem projetos e parcerias estratégicas. Paralelamente, vem dedicando esforços à capacitação de seu corpo técnico para desbravar essa nova frente de atuação por meio de ações com a comunidade científica. Procurada, a Petrobras não respondeu ao pedido de informações até o fechamento dessa reportagem. Outra empresa que realizou estudos para verificar o potencial de aproveitamento do hidrogênio branco no Brasil foi a francesa Engie. A empresa verificou, em parceria com as empresas de consultoria Georisk e Geo4u, a presença do hidrogênio branco na Bacia do São Francisco, em Minas Gerais. Também foram realizadas pesquisas que apontaram a possível existência do gás combustível no Ceará, Roraima e Tocantins. A empresa informou à Brasil Energia, contudo, que não está mais pesquisando a ocorrência de hidrogênio branco no país. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) produziu um fact sheet no qual relaciona as reservas de hidrogênio branco já localizadas no Brasil. A EPE destacou que “a exploração de hidrogênio no Brasil está em estágio embrionário, sem descobertas comerciais”, com evidências do gás combustível encontradas na Faixa do Araguaia (Tocantins), no Ceará, na Bahia, na Bacia do São Francisco (Minas Gerais), em Maricá, na Bacia do Paraná (Rio Grande do Sul) e na Bacia dos Parecis (Mato Grosso). Segundo o documento, os possíveis usos do hidrogênio natural como energético “incluem geração distribuída, transporte (terrestre, aéreo e marítimo), aquecimento e resfriamento, desde que esses processos sejam economicamente viáveis. É possível também injetá-lo em biodigestores, elevando o teor de metano e facilitando a produção de biometano,
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