Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 57 além de utilizá-lo como insumo na síntese de metanol e na produção de fertilizantes, ampliando suas aplicações em combustíveis sustentáveis e insumos industriais”. A EPE considera que a Lei 14.948/2024, que introduziu o marco legal do hidrogênio de baixo carbono, contempla as atividades de exploração e produção do hidrogênio branco, atribuindo-se à ANP a regulação da atividade no país. No documento, a EPE faz a ressalva de que, entre os desafios que se apresentam ao hidrogênio branco, estão o pequeno conhecimento dos sítios e necessidade de desenvolver tecnologias para extração e processamento. Segundo a EPE, serão necessários também mais estudos geofísicos e geoquímicos para confirmar a viabilidade das reservas já identificadas. “A descoberta do hidrogênio natural também exigirá um marco regulatório sólido e um diálogo entre governo, empresas e sociedade para viabilizar sua exploração. O potencial é grande, mas os desafios técnicos e regulatórios demandam colaboração para uma exploração sustentável”, apontou a EPE. Hidrogênio verde enfrenta choque de realidade Depois de ter provocado uma febre entre os países mais desenvolvidos, os projetos de hidrogênio verde aos poucos vêm enfrentando um choque de realidade. O alto custo da produção do hidrogênio verde mantém até o momento essa fonte de energia pouco competitiva em relação a outras opções, apesar de seu forte apelo como fonte sustentável. Os hidrolisadores, equipamentos utilizados para a eletrólise da água para a extração do hidrogênio, ainda apresentam custo elevado e oferta limitada. Há, ainda, dificuldades em conectar os projetos, que exigem muita energia, às redes elétricas. No Brasil, por exemplo, os primeiros projetos tiveram sua conexão ao sistema elétrico recusada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) devido à falta de capacidade na rede para comportar a demanda dos projetos. Nesse cenário, o hidrogênio branco vem se apresentando como uma alternativa ainda mais sustentável que o hidrogênio verde, com a vantagem de oferecer Área de monitoramento do fluxo de H2 na Bacia do São Francisco, em Minas Gerais, realizado pela Engie em parceria com as empresas de consultoria Georisk e Geo4 Foto: Divulgação
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