e-revista Brasil Energia 494

Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 63 afirmou que a petroleira fornecerá metade da produção de etano do Complexo Boaventura, antigo Comperj, em Itaboraí, para o polo do Rio, da Braskem. A unidade fica em Duque de Caxias e tem participação acionária da Petrobras. A Braskem informou recentemente ao mercado o início do projeto de ampliação do polo na Reduc, onde funcionam duas plantas, de polietileno e polipropileno. A companhia planeja aumentar a capacidade de sua central petroquímica em 220 mil toneladas de eteno por ano e de volumes equivalentes de polietileno. Para o projeto, foi autorizada a contratação de estudos de engenharia conceitual e básica da ordem de R$ 233 milhões. No comunicado, a Braskem informava a possibilidade de um acordo com a Petrobras, o que foi confirmado por França. O projeto da Braskem está inserido no contexto da estratégia de transformação da companhia por meio do aumento da utilização de gás em sua matriz de matéria-prima, buscando maior competitividade da indústria química brasileira. O polo petroquímico do Rio é o único no País com base no gás em vez da nafta, com mais competitividade. “Vamos ampliar porque temos o etano do Boaventura, estamos produzindo a mais, com os dois trens operando; 500 mil toneladas/ano de etano. Desse total vamos colocar 250 mil na Braskem, ampliando a planta de polietileno daquela unidade petroquímica”, disse França. As 250 mil toneladas de etano restantes poderão ser aproveitadas para a produção de ácido cético e monoetilenoglicol, a partir de uma planta em estudo para o Boaventura. “Estamos avaliando, por exemplo, uma planta de ácido acético e monoetilenoglicol. Todo o ácido acético usado no Brasil é importado”, justificou. Em outra parceria com a Braskem, a Petrobras espera produzir insumos e produtos petroquímicos na refinaria Riograndense. O plano é que seja a primeira refinaria do Brasil totalmente verde, com início em 2027. Deve produzir nafta verde. Mais adiantada, a refinaria de Capuava (Recap) “está prestes a estrear a produção comercial” de eteno verde, em um projeto que também fornecerá matéria-prima para petroquímica. Em vez de Polo Petroquímico do Rio, em Duque de Caxias: unidade receberá etano do Complexo Boaventura, antigo Comperj, em Itaboraí Foto: Divulgação/Braskem

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