e-revista Brasil Energia 494

64 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 transição energética fóssil, será usado etanol para o craqueamento catalítico, resultando em eteno e nafta com conteúdo renovável. “Grandes empresas de petróleo estão trabalhando sinergias entre refino e petroquímica. Agrega valor, aumenta longevidade do negócio, reduz pegada de carbono”, afirmou França. ExxonMobil, Saudi Aramco e Sinopec também anunciaram projetos na área petroquímica, uma alternativa para escoar produtos em tempos de mudanças climáticas. Entre a Reduc, no Rio de Janeiro, e o Polo Gás Químico do Rio, há troca de propeno, etano, hidrogênio entre as unidades. França lembra que o Conselho da Petrobras aprovou recentemente a manutenção na petroquímica, mas destacou que esta posição não se restringe à Braskem. E citou ainda “uma provável utilização da nossa planta de metanol com a empresa Dexxos para produção de e-metanol verde”. O e-metanol, combustível sobretudo para navios, é produzido a partir de hidrogênio verde e a partir de fontes renováveis como solar ou eólica e com CO2 biogênico, proveniente de plantas de etanol ou de aterros sanitários. A Braskem, em relatório deste ano, prevê a possibilidade de um aumento na concorrência na indústria petroquímica global. “Como resultado das novas capacidades comissionadas de eteno à base de gás fracionado e de polietileno e das novas capacidades esperadas para a produção de resinas e produtos petroquímicos, juntamente com os preços competitivos da matéria-prima para a produção de produtos petroquímicos, como o etano, prevemos que podemos experimentar um aumento na concorrência de produtores de resinas termoplásticas, especialmente de produtores norte-americanos, do Oriente Médio e chineses, nos mercados em que vendemos nossos produtos”, afirmou o diretor. n Ponto de entrada do Rota 3 na UPGN do Complexo Boaventura: gasoduto viabilizou trazer para a costa o gás natural rico em etano Foto: Divulgação/Petrobras

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