e-revista Brasil Energia 494

68 Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 combustíveis O HVO também oferece como benefício a redução em 30% a 50%, dependendo da tecnologia do motor, da emissão de material particulado dos motores a diesel, uma das principais causas de problemas respiratórios verificados nos grandes centros urbanos. Além disso, o material particulado emitido a partir da queima do HVO é menos tóxico que o do uso do diesel convencional, devido à redução da emissão do hidrocarboneto policíclico aromático – uma substância cancerígena. “A toxicidade do material particulado é reduzida em até 85% com o HVO”, afirma Alves. Francisco Christovam, diretor executivo (CEO) da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), destaca o HVO como uma das quatro principais rotas tecnológicas da descarbonização do transporte urbano, ao lado dos motores elétricos, a biometano e a hidrogênio. “O HVO é um combustível mais caro do que o óleo diesel convencional. Mas é muito mais barato que qualquer outra tecnologia, porque não implica mudança no veículo”, afirma Christovam. “O HVO é drop-in, ou seja, você pode simplesmente abastecer um caminhão ou ônibus, sem a necessidade de fazer qualquer alteração, com a possibilidade de fazer qualquer nível de mistura ao diesel convencional ou abastecer o veículo totalmente com esse biocombustível”. Christovam acredita que o HVO poderia ser uma alternativa ao biodiesel, adicionado à proporção de 14% ao diesel convencional, que enfrenta a resistência Petrobras já comercializa o Diesel R, misturado com HVO, para abastecer veículos da Vale Foto: Divulgação/Vale

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