Brasil Energia, nº 494, 27 de maio de 2025 69 de empresas de transporte por conta de problemas que provoca aos motores de caminhões e ônibus. Com características muito semelhantes ao diesel convencional, o HVO não provoca impactos negativos aos motores. Olímpio Alves explica que o biodiesel, mesmo misturado à proporção de 14% aos motores de caminhões e ônibus, degrada a qualidade do combustível e provoca reações que causam um desgaste prematuro dos motores. Por conta disso, a mistura tem proporcionado para as empresas de transporte um aumento da frequência de manutenção, elevando os custos operacionais. Alves considera o HVO uma excelente alternativa em relação à tecnologia de veículos com baterias, considerando-se as características dos transportes intermunicipais e interestaduais e para veículos de carga. Ele lembra que falta autonomia para os ônibus com motores elétricos para viagens mais longas. Para o consultor, o diesel verde também seria uma boa alternativa para o transporte de passageiros em São Paulo, que enfrenta dificuldades para viabilizar a utilização de ônibus elétricos devido a dificuldades para que as garagens sejam atendidas pela rede elétrica. “Toda a frota de ônibus a diesel hoje poderia usar HVO desde que o biocombustível chegasse a preços razoáveis para as empresas operadoras”, diz. Alves considera que, por conta dos benefícios ambientais e operacionais embutidos, as autoridades deveriam considerar a possibilidade de adotar subsídios ou estímulos para o combustível. Foto: Divulgação Projeto da refinaria Omega Green, em construção no Paraguai: previsão de produzir SAF, HVO, GLP verde e green nafta a partir de 2028
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