10 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 entrevista Magda Chambriard to da Margem Equatorial, que, em sua opinião, sempre foi uma possibilidade. A presidente da Petrobras é otimista. Mas já vem alertando que a perfuração do tão almejado primeiro poço pode resultar em frustração. Por isso, a Petrobras deu entrada no licenciamento ambiental para perfurar outros sete poços na Bacia da Foz do Amazonas. Os relatórios de cada um deles já foram entregues ao Ibama. Ainda que tudo caminhe conforme o esperado no Brasil, a petrolífera não está disposta a abandonar os planos de ampliar sua presença em regiões de novas fronteiras também no exterior. Na Costa do Marfim, negocia condições de contrato. A empresa apresentou declaração de interesse por áreas ao governo do país no início deste mês. Na Índia, ela, atualmente, avalia blocos de rodada passada e outros de um leilão que está por vir. “Achamos que a Índia fez o trabalho de casa correto. O país tem cerca de 6 milhões de capacidade instalada de refino e produz cerca de 800 mil barris por dia de petróleo. Esse é o tamanho da sua necessidade de importação. Estamos exportando para a Índia e indo lá para ajudá-los a produzir, de olho no mercado consumidor”, destacou Chambriard. Veja a seguir os principais trechos da entrevista: Qual a marca do seu primeiro ano de gestão na companhia? Celeridade. Nosso desafio foi fazer mais por menos, de forma célere, maximizando os resultados. Quais marcos e desafios você destacaria? Nós entregamos, ao longo do primeiro ano, quatro grandes plataformas de produção. Duas delas, antes do prazo e as outras duas, no prazo exato. Esse foi um desafio. Outra coisa que olhamos muito foi a recomposição da frota de barcos de apoio e de navios para comercializar derivados. Decidimos modernizar a frota para garantir mais apoio para as nossas atividades. Temos 52 barcos de diversos tipos para serem contratados até o fim do ano que vem. Destes, já temos 40 contratados. Já temos, por exemplo, dois desses barcos em Santa Catarina, 50% construídos e, muito provavelmente, vamos entregá-los no ano que vem. Outra questão foi o uso das refinarias. Estamos operando com 93% da capacidade. É mais produto, com mesmo esforço e capacidade instalada. Estamos também ampliando a capacidade de refino. Concluímos o Trem 1 da Rnest, em Pernambuco, e estamos licitando o segundo trem. Ampliamos o número de lotes a contratar, conversando com o mercado e, nos dois primeiros lotes, invertemos a forma de contratação e economizamos quase R$ 1 bilhão. Estamos atuando também na logística, com produtos novos, abrindo mercado, como do bunker com 24% de conteúdo renovável. São esforços em todas as direções que estão sendo recompensados. E o que você gostaria de ter feito, mas não conseguiu? Fechar o acordo da Braskem e colocar a Braskem no rumo como a sexta maior petroquímica do mundo.
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