Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 11 Por que não conseguiu? A Braskem é uma questão mais complicada, porque envolve parceiros e parceiros endividados. Tem toda uma questão com dívidas em bancos, que acabam nos complicando um pouco, mas nós vamos conseguir. O que você gostaria que acontecesse na Braskem? A governança da Braskem é muito diferente da Petrobras. Com essa governança, a gente deixa para trás sinergias importantes que poderiam ter com nossas partes relacionadas. A Braskem é totalmente dependente do gás para ser mais rentável e a gente nunca pensou em conjunto, por exemplo, como o gás do pré-sal pode chegar à Braskem na Bahia, dentre outras diversas situações. Esse é um exemplo, mas as sinergias são imensas e nós entendemos que elas não são aproveitadas. A ideia seria levar o gás liquefeito para a Bahia? Não, via duto. Temos gasodutos de transporte que cruzam a Bahia. Uma mudança dessa não é tão grande, mas ela precisa ser muito conversada, articulada, engendrada em parceria. A gente, atualmente, trabalha em partes e um mais um dá menos que dois. Essa é a nossa percepção. Como investir com celeridade, num cenário de oscilação de preços e instabilidade, como o atual? A questão não é o cenário externo, mas como trabalhamos internamente. Um desafio comum a toda grande instituição é a comunicação. Então, a Petrobras é extremamente reconhecida e tem profissionais magníficos, mas o nosso diagnóstico foi de que as áreas precisavam conversar mais. Reforçamos a ideia de que temos que trabalhar mais em grupo e entender na parte seguinte como a anterior está trabalhando, quais são os gargalos, os benefícios da sinergia, como agregar valor ao trabalho alheio. É uma forma de encarar parcerias. Trabalhar mais em parceria com outras empresas também é bem-visto? Em termos de parceiros externos, temos a área de exploração muito pouco ressaltada nos últimos anos. A atividade exploratória é inerentemente de parceria. Sobre o onshore baiano: “temos que reconhecer que o cenário mudou muito...e também que existem empresas capazes de operar isso em benefício da sociedade”.
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