108 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 transmissão são que integram usinas geradoras — hidrelétricas e termoelétricas — aos principais centros de consumo do Sul-Sudeste. Como já recebe várias outras linhas de transmissão, a conexão aérea para o novo banco de transformadores seria difícil ou inviável logisticamente. Além de ter que contornar as redes existentes, a ativação da infraestrutura tradicional exigiria aquisição de um novo terreno e corte de vegetação em uma área ambientalmente delicada. Além disso, a instalação poderia inviabilizar futuras expansões. “A solução foi adotar um cabo subterrâneo dentro da subestação”, resume Jell Lima de Andrade, diretor de Implantação da Taesa, em conversa com a Brasil Energia. “A iniciativa requer grande cuidado técnico, de engenharia, logística e construção”. Em função da complexidade do projeto, a transmissora fechou parcerias importantes, com destaque para a Prysmian, no fornecimento e instalação dos cabos, e com a WEG, que fabricará os autotransformadores. De acordo com Andrade, o projeto é uma confluência de interesses: além de importante para o Sistema Interligado Nacional (SIN), a rede subterrânea reforça o perfil de inovação da transmissora e traz um ganho tecnológico para o país. A implantação envolve ainda uma inovação financeira: a remuneração do sistema de autotransformadores. Como todo o sistema elétrico, o pagamento precisa ser feito com base no banco de preços da Aneel. No entanto, o cabo subterrâneo de 500 kV, por ser único e o primeiro no Brasil, não tem referência de mercado. Com isso, a transmissora entrou em um regime de Valor Ordinário Contábil (VOC), onde a remuneração é baseada no investimento efetivamente realizado, o que trouxe maior segurança financeira ao projeto. Se o alinhamento com Aneel, Operador Nacional do Sistema (ONS) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE) foram fundamentais do ponto de vista de reguLaboratório de alta tensão da Prysmian, parceira tecnológica do projeto: fabricante deu suporte à área de engenharia da Taesa na otimização do layout da subestação e no dimensionamento dos cabos Foto: Divulgação/Prysmian
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