e-revista Brasil Energia 495

Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 109 lação e operação, a parceria tecnológica também foi bem amarrada pela Taesa. Daniel Azevedo, diretor Comercial da Prysmian, explica que a rede em Assis será a segunda subterrânea da América Latina nessa classe de tensão. “A solução com cabo subterrâneo traz maior flexibilidade, permitindo curvaturas dos cabos e passagem em locais restritos, manobras que a instalação em dutos não permitiria”. Atuando como especialista, a Prysmian assumiu um contrato turnkey com a concessionária, respondendo pela fabricação do cabo, que está comissionado na China, até a ativação da rede. O treinamento de mão-de-obra e a assistência técnica também fazem parte, além dos testes da infraestrutura. Azevedo lembra que, pela especialização técnica em cabos de alta tensão, a fabricante deu suporte à área de engenharia da Taesa na otimização do layout da subestação e no dimensionamento dos cabos. Já os profissionais da Prysmian alocados no projeto receberam treinamento adicional em Livorno, na Itália, ao mesmo tempo em que o cabo para o projeto está sendo finalizado na China. Com aproximadamente 2 km, ele não é longo, uma vez que a instalação acontece dentro da subestação. “Serão até 12 lances de cabo cortados em pedaços. A complexidade do projeto reside na execução dos muitos terminais de 500 kV, que exigem mais atenção, tempo e dedicação”, detalha Azevedo. O especialista lembra que quanto maior a classe de tensão, maior a exigência e o cuidado na instalação. O risco de falhas - até pela presença de poeira – também aumenta e pesa no bolso. Cabo de 500 kV em testes da Prysmian: segundo a empresa, emenda de cabos pode custar R$ 500 mil em redes de 500 kV Foto: Divulgação/Prysmian

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