110 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 transmissão “A instalação exige um ambiente controlado de alto nível de rigor, o que chamamos de “sala limpa”. A ativação da rede requer ainda equipamentos e acessórios mais caros. Uma emenda de cabos, por exemplo, pode custar R$ 500 mil em redes de 500 kV. Apesar dos desafios citados, a barreira rompida pela Taesa deve eliminar a resistência à implantação de redes de 500 kV que havia no país. Azevedo argumenta que a necessidade de importar conhecimento e mão-de-obra tornava a solução inviável financeiramente. O “desconforto” de órgãos como o ONS, que olhavam o 500 kV subterrâneo com bastante cuidado, também pesavam contra. Na própria Prysmian havia uma atenção pelo fato de a empresa anteriormente só ter uma fábrica - na França – para a produção de cabos com essa tensão. Outro entrave era a falta de equipamentos no Brasil para testar a rede de 500 kV, problema eliminado com a importação de dois reatores ressonantes pela Prysmian. Juntos, a dupla de equipamentos pode atingir 800 kV para testes de comissionamento. No caso dos autotransformadores de potência, a inovação não envolve somente a remuneração da Taesa. Carlos Diether Prinz, diretor Superintendente de Transmissão e Distribuição da WEG, lembra que os equipamentos terão papel estratégico na adaptação da tensão de uma linha de transmissão de 440 kV para 525 kV, adequando-a ao padrão de tensão predominante do sistema brasileiro. A multinacional é responsável pelo fornecimento de três deles com potência de 500 MVA, incluindo projeto, fabricação, entrega, montagem e comissionamento. Eles serão entregues prontos para operação, inserindo mais 1,5 GVA de capacidade de transformação no SIN. Em fabricação na unidade da empresa em Betim (MG), a 800 km da de Assis, cada um dos autotransformadores pesa 300 toneladas, o que exigirá uma operação logística especializada até a subestação. Com cerca de 15 mil km de linhas de transmissão em 44 concessões no país, a Taesa possui 11 projetos em fase de implantação. As iniciativas – e mais os aportes em reforços e melhorias – totalizam uma carteira de R$ 5 bilhões em investimentos. n Quem é fonte nesta matéria JELL LIMA DE ANDRADE, diretor de Implantação da Taesa DANIEL AZEVEDO, diretor Comercial da Prysmian CARLOS DIETHER PRINZ, diretor Superintendente de Transmissão e Distribuição da WEG Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Novos Modelos e Tecnologias em Energia”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de
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