Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 113 presentou um crescimento de 30,7% à produção do combustível a partir do cereal na safra anterior. Para a Unica, a expansão da produção do etanol a partir do milho representa a possibilidade de estender a atividade a áreas em que a cana-de-açúcar não se adapta devido a condições de clima e solo e manter a oferta do combustível o ano todo, além do período típico das safras sucroalcooleiras. O sorgo oferece essas mesmas possibilidades de ampliação da oferta de etanol com algumas vantagens: tem um custo mais baixo que o milho e se adapta melhor a regiões de estresse hídrico e altas temperaturas e de solos com baixa fertilidade. “O sorgo oferece o mesmo desempenho que o milho na produção de etanol, com a vantagem de oferecer uma matéria-prima mais barata e de reduzir o risco de quebras da produção na lavoura devido a veranicos”, explica Flavio Tardin, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo. Segundo ele, o preço da saca de sorgo normalmente é 75% a 85% do valor da saca de milho. Outra vantagem do uso do sorgo para produzir o etanol é que resulta, do processo de produção, o DDGS (sigla de Dried Distillers Grains with Solubles), que são os resíduos do processo de esmagamento do sorgo. O DDGS é uma alternativa de alto valor proteico e de baixo custo que pode ser utilizada na alimentação animal. Até há pouco tempo, o sorgo era plantado no Brasil como alternativa para atender somente a demanda por ração animal. O cereal é considerado uma cultura de segunda safra, cultivada depois da safra principal, quando a cultura da soja é o grande destaque. O sorgo é uma planta que tem um curto ciclo de produção e, além de se adaptar a regiões de baixa pluviosidade, é resistente a pragas. Devido a essas característiPlantio de sorgo no Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi (CE): mais barato que o milho, sorgo tem mesmo desempenho na produção de etanol e reduz riscos de quebras na produção em épocas de veranicos
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