114 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 combustíveis cas, e também a um custo de produção menor, está presente principalmente em áreas de maior risco à produção de milho, que também é cultivado em uma segunda safra. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de sorgo na safra 2024/25 é estimada em 4,42 milhões de toneladas, com aumento de 2,9% na área plantada. Esta safra atingiu um volume 3,5 vezes maior que o volume da safra de 2020, quando a produção foi de 1,2 milhão de toneladas. O crescimento da produção tem se dado como reação de uma combinação de fatores, entre os quais está a busca por maior segurança no plantio de segunda safra devido à ocorrência de veranicos. Para Paulo Bertolini, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), a expectativa é de que a produção de sorgo no Brasil triplicará nos próximos anos, devido tanto a um esperado crescimento da demanda de usinas de etanol como da possibilidade de exportação do cereal. “As usinas de etanol a partir do milho já estão se preparando para usar o sorgo”, afirma. Pindorama: produção pioneira em usina ‘flex’ Com 30 mil hectares de áreas produtivas, a Cooperativa Pindorama, localizada entre os municípios de Penedo, Coruripe e Feliz Deserto, em Alagoas, está realizando, de forma pioneira, a sua primeira produção de etanol a partir do sorgo. A moagem teve início em setembro de 2024 e deverá estender-se até o final de junho. A expectativa é que, neste período, sejam moídas 75 mil toneladas dos grãos da planta, com a produção de 30 milhões de litros de etanol. Klécio Santos, presidente da cooperativa, explica que o sorgo surgiu como alternativa depois de uma primeira tentativa de produzir o álcool a partir do milho. A ideia era manter a usina em atividade após o ciclo de moagem Foto: Divulgação Cooperativa Pindorama, em Alagoas, está realizando, de forma pioneira, a sua primeira produção de etanol a partir do sorgo de lavouras do Piauí e da Bahia
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