Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 25 maior capacidade instalada nesta modalidade são a China (44,7 GW), Japão (27,4 GW) e Estados Unidos (22 GW). E mais: a expectativa é que a capacidade instalada de UHRs ultrapasse 220 GW até 2030, segundo o relatório. “A usina reversível é uma das tecnologias mais maduras e de baixo custo. Possui uma vantagem intrínseca pela flexibilidade operativa elevada”, resume Cláudio Sales, presidente do Acende Brasil. “Elas permitem bombear água para um reservatório superior e gerar energia por um período longo. O Brasil tem uma vocação muito grande para essa tecnologia”. Na prática, as qualidades citadas não permitiram o avanço da alternativa. Hoje, o país tem apenas quatro UHRs, sendo que a mais recente delas - Edgard de Souza - foi comissionada em 1955, com 13 MW, em São Paulo. Das três restantes, outras duas estão no mesmo estado: Pedreira (100 MW) e Traição (22 MW). Já a UHR Vigário (88 MW), opera no Rio de Janeiro. Para o consultor Sidney Simonaggio, a explicação para a escassez local das reversíveis está na própria matriz elétrica. “O Brasil não tem os problemas de atendimento ao horário de ponta, como outros países”. Simonaggio explica que as UHRs se justificam em sistemas elétricos cujas fontes de geração são predominantemente térmicas e, por essa razão, não conseguem acompanhar a rápida variação da carga. “Tais usinas, por características técnicas, devem gerar sempre a mesma potência. Se a carga varia ao longo do dia, fica impossível acompanhar a variação”, completa. Apesar do seu grande potencial hidrelétrico, o Brasil usa pouco as usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs) como sistema de armazenamento de energia. O recente relatório do Instituto Acende Brasil, lançado em março último, mostra que as UHRs são a tecnologia mais adotada mundialmente nessa área e também as primeiras em termos de maturidade comercial. Globalmente, as UHRs representam mais de 95% da capacidade total de todas as tecnologias de armazenamento de energia existentes. Os países com UHR Edgard de Souza, a mais recente das quatro instaladas no Brasil, foi comissionada em 1955, com 13 MW, em São Paulo
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