26 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 armazenamento Ao contrário das térmicas, as reversíveis são uma “máquina hidráulica”, extremamente flexível, que pode ir de zero a 100% da carga em poucos segundos. Com essa dinâmica, elas conseguem acompanhar qualquer curva de carga, por mais ondulada que ela possa ser. “Como nossa fonte hidráulica representa 70% da geração, é fácil de ver que não precisamos de nenhuma outra fonte para podermos acompanhar a curva de carga”, opina. O consultor avança mais ainda, incluindo as baterias nesse jogo. Segundo ele, a opção também é bastante adotada em países com maior presença de reversíveis, o que significa que elas também não seriam exatamente necessárias para o sistema elétrico local. Sales, do Acende Brasil, avalia que o cenário mudou e que tanto as baterias como as UHRs tornaram-se alternativas viáveis. “Nas últimas décadas, poucas hidrelétricas com reservatório de acumulação foram construídas. Os projetos se concentraram em usinas a fio d’água que não têm a mesma flexibilidade. Enquanto isso, o consumo continuou aumentando. Hoje, os reservatórios de acumulação são responsáveis por atender apenas cerca de dois meses de consumo”. Com isso, enquanto o país reduz as usinas com reservatórios plurianuais começa a ter parte da matriz elétrica formada UHR Pedreira, de 100 MW, instalada em São Paulo Foto: Divulgação
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