Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 31 guro paramétrico para riscos climáticos. Ele é particularmente interessante para contrabalançar variações como velocidade de vento e irradiação solar, que podem afetar a lucratividade de geradoras. “Esse modelo associa a cobertura a indicadores climáticos definidos e análise e regulação do sinistro são automatizadas e baseadas diretamente nos parâmetros”, explica Érika. “Tudo acima do indicador definido é considerado sinistro”, completa. Richelli Lima, superintendente da corretora Howden Brasil, lembra que, dentro do modelo paramétrico, um destaque é a cobertura da flutuação do preço da energia. “São inovações que tornam os projetos mais viáveis financeiramente e aumentam a capacidade de resposta frente a imprevistos”, argumenta. Ela lembra que a diversidade de riscos no setor elétrico exige uma personalização. Para isso, Richelli destaca que algumas seguradoras especializadas têm usado ferramentas como softwares que permitem mensurar a incidência e a frequência de raios e a probabilidade de alagamento em determinadas áreas. Além das novidades, as coberturas tradicionais também estão sendo melhoradas. Nessa lista estão as iniciativas que envolvem riscos de construção, atrasos em projetos, além da crescente preocupação com ameaças cibernéticas. “Observa-se uma evolução na cultura de seguros no Brasil, impulsionada em parte pelos obrigatórios. A implementação de seguros em áreas onde não são exigidos requer um processo mais complexo”, argumenta Érika, da Axa. Um ponto a favor do setor elétrico é a presença de empresas grandes e com operações transnacionais, muitas vindas de mercados mais maduros na adoTorre de transmissão tombada depois de ventania no Mato Grosso do Sul: seguradoras especializadas têm usado softwares que permitem mensurar a incidência e a frequência de raios e ventos
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