e-revista Brasil Energia 495

32 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 negócios ção de seguros. Mesmo assim, em função da evolução das coberturas, uma das tendências é a inclusão cada vez maior de cláusulas contratuais que exigem práticas preventivas, como controle de vegetação e construção de barreiras contra chuva, entre outras. Em alguns casos, as seguradoras estão desenvolvendo serviços de consultoria com engenheiros para mapear riscos e trabalhar junto com clientes e corretores na prevenção. Com isso, elas podem diminuir a exposição ao risco, permitindo coberturas mais direcionadas e potencialmente de menor custo. Na avaliação de Érika, as principais coberturas tradicionais podem ser divididas em alguns guarda-chuvas de riscos e na forma como o mercado segurador e as empresas estão lidando com eles. Os mais visíveis são os riscos operacionais, que podem envolver, por exemplo, movimento em barragens de usinas hidrelétricas (risco de severidade) e superaquecimento em fontes solares e eólicas (combinação de frequência e severidade). Nos casos citados, os problemas levam à interrupção da geração e, consequentemente, interrupção da receita. “Há também o risco de explosão e incêndio associado ao acúmulo de calor ou vegetação descontrolada ao redor das plantas. A cobertura dos chamados lucros cessantes - que deixaram se ser arrecadados em função de paralisação - é importante em função da interrupção da receita”, completa. Comum no mercado são os riscos de construção e atraso na entrega de obras. Devido à rápida expansão do seReservatório de Sobradinho na maior seca da história: cobertura da flutuação do preço da energia, definida pelas condições hidrológicas e nível de água dos reservatórios, é outra tendência além do seguro paramétrico Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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