e-revista Brasil Energia 495

34 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 negócios tor, há grande pressão por prazos e recursos e os problemas podem incluir desde falhas na cadeia logística até a elaboração de plantas. Ela destaca que os modelos tradicionais são os seguros de engenharia (para a construção em si) e o de garantia (para compromissos contratuais). Ambos são frequentemente obrigatórios. O mesmo crescimento de demanda – tanto na geração como na modernização de redes de transmissão e distribuição – também envolve a potencial risco de na conectividade e na garantia da estabilidade do fornecimento. A queda dessa estabilidade pode gerar lucros cessantes para a fornecedora e responsabilidade civil devido a processos associados à falta de fornecimento por parte de clientes (pessoas físicas e jurídicas). Eventos climáticos ou falhas operacionais podem causar essa quebra de fornecimento. Os riscos cibernéticos também entraram no radar dos seguros em energia. Richelli, da Howden, lembra que a incorporação de novas tecnologias contribui para a operação, manutenção e gestão dos ativos, mas defende a necessidade de um equilíbrio entre eficiência operacional e segurança cibernética. Além da prevenção nas elétricas, a ideia é que esses riscos não sejam transferidos para o mercado de seguros. Para evitar o processo, a especialista adianta que há recursos, combinando telemetria e inteligência artificial, para avaliar a maturidade de segurança cibernética das concessionárias e modular os termos do contrato de cobertura. Érika, por sua vez, lembra que os ataques cibernéticos podem interromper a transmissão, geração e toda a cadeia energética, mas ainda são considerados incipientes no setor. “Trata-se de uma cobertura complexa, exigindo a clara definição do fator causador e do tamanho da exposição. Pode cobrir sequestro de dados e lucros cessantes por interrupção”, exemplifica. As duas especialistas concordam que a contratação de seguros no setor elétrico aumentou nos últimos anos, impulsionada por uma maior conscientização dos riscos, pela complexidade crescente dos projetos e pela exigência de investidores e financiadores. “O seguro deixou de ser acessório e passou a ser incorporado à estratégia de viabilidade e continuidade dos empreendimentos no longo prazo”, finaliza Richelli. n Quem é fonte nesta matéria ERIKA MEDICI, CEO da Axa Brasils RICHELLI LIMA, superintendente da corretora Howden Brasil Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Novos Modelos e Tecnologias em Energia”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de

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