e-revista Brasil Energia 495

80 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 transição energética no transporte de combustível por terra e via fluvial no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, a logística de combustíveis na Região Norte exige planejamento e alta capacidade de adaptação, diante de eventos climáticos extremos, como as secas históricas de 2023 e 2024 na região amazônica. Na seca do ano passado, a empresa estruturou dois eixos logísticos: o primeiro, baseado em Itacoatiara (AM), cargas de até 60 milhões de litros foram transferidas de navios para balsas menores. O segundo eixo visou a penetração no interior mais profundo, muitas vezes exigindo o transbordo de balsas para balsas ainda menores. Devido ao bloqueio do rio Madeira, a Atem usou 80 caminhões para abastecer localidades ao longo de 850 km da BR-319. Em alguns trechos fluviais, como no trajeto até Tabatinga e Benjamin Constant, no extremo oeste do Amazonas, as viagens podem durar até 22 dias, em operações extremamente complexas para levar o combustível a localidades mais distantes. Isso ajuda a entender a razão de ter diminuído em 35% o número de sistemas isolados no Brasil em apenas seis anos, de 2018 a 2024. Com a questão da redução das emissões de carbono em pauta, especialmente em ano de COP 30 no Brasil, e tamanha complexidade para fazer o diesel chegar às usinas térmicas remotas, a Atem acredita que a Amazônia pode ser palco para soluções vencedoras, como o suprimento de biocombustíveis entre o Centro-Oeste e o Norte. A atuação em logística levou a Atem a criar a Bioenergia da Amazônia, para transformar resíduos agroindustriais - como o caroço de açaí - em biomassa aproveitável para geração de energia.

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