e-revista Brasil Energia 495

Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 87 Startup busca viabilizar gerador inovador Ao mergulhar no litoral de Ilhabela (SP), em 2018, o físico Mauricio de Queiroz foi arrastado por uma forte corrente marítima. A experiência assustadora foi, contudo, o impulso inicial de reflexões que o levaram a fundar a Tidalwatt, uma startup incubada em Santos (SP). A Tidalwatt tem como seu primeiro grande desafio o desenvolvimento de um gerador de energia que aproveite o movimento das correntes marítimas. “Este mercado ainda é muito novo. Ainda não há tecnologias disponíveis”, diz Queiroz, CEO da companhia. “Estamos nesse momento ainda em fase de validação da tecnologia”, explica ele. A tecnologia foi batizada de Unidade Coletora de Energia de Corrente (Ucec) e está sendo patenteada em 46 países. Segundo ele, o projeto envolve uma nova abordagem na forma de aproveitamento das correntes marítimas, baseada em princípios da física. A Ucec não se resume a capturar apenas a energia cinética das partículas da água, que se chocam com as pás da turbina. Aproveita-se, graças a um design diferenciado, todo o fluxo da corrente a montante, que permite captar, de forma contínua, a energia. Testes no Lab Oceano, da Coppe/UFRJ, confirmaram expectativas da pesquisa sobre geração de energia das ondas no Brasil Foto: Divulgação

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