94 Brasil Energia, nº 495, 30 de junho de 2025 hidrelétricas Murussi vê na proximidade entre fornecedor e consumidor, que ele chama de “humanização”, o maior diferencial entre a cooperativa de geração e distribuição e a concessionária de energia. Segundo ele, no sistema cooperativo o consumidor é tratado como sócio e não como cliente, havendo a certeza de que os problemas serão resolvidos por contato interpessoal, diferentemente das respostas eletrônicas cada vez mais difundidas no universo das corporações. Para o especialista, a capacidade de geração hídrica do sistema de cooperativas tem um limitador que está associado à indústria de PCHs como um todo, que é a dificuldade para obtenção de licenciamento ambiental, ainda que no passado recente, segundo Pereira, da OCB, a queixa específica não venha sendo levada pelos geradores à equipe técnica da entidade. Se a geografia, associada à cultura dos habitantes, fez do Sul do Brasil o berço do cooperativismo e seu maior parque de geração por meio de pequenas hidrelétricas, os dados da Aneel referentes aos projetos de PCHs e CGHs em gestação indicam que essa tendência deve continuar nos próximos anos. Da capacidade instalada de 6.788 MW em PCHs e CGHs hoje existentes no Brasil, os três estados do Sul suprem 3.799 MW ou 56% do total. E dos 657 projetos de pequenas hídricas classificados como “em estudos”, 267 (40,6%) estão nos três estados, sendo, respectivamente, 67 no Rio Grande do Sul, 89 no Paraná e 111 em Santa Catarina. Embora a descrição de cada empreendimento não traga o nome do empreendedor, o histórico indica que uma parte expressiva deles está associada às cooperativas. n PCH Cazuza Ferreira, de 9,10 MW, no município de São Francisco de Paula (RS), foi instalada pelo consórcio das cooperativas Certel e Coprel e pela empresa Geopar
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